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  • quarta-feira, 13 de outubro de 2010

    O amor, depois do adeus.

                                                                                       Quando meu 1° amor me deu Adeus

    Sozinha e pálida, era eu naquela noite que me cobria de solidão, completamente desesperançoça, com os pares de sandalias altas e que eram para estarem perfeitas no meu pé, mas estavam na minha mão, porque meus pés continuavam doídos, eu permanecia desde as 2:00 sentada naquele meio fio, até que dei por mim 2: 45 da madrugada eu está ali parada, chorando e borrada não iria me adiantar em absolutamente nada, então levantei e esperei uma condução que chacoalhava sem parar, eu ainda não tinha entendido, porque eu havia ficado sozinha e naquele estado, mas eu sabia que ele não estava mas ali comigo, e isso me fazia querer gritar. Chequei em casa nas pontas dos pés e fui direto pro meu quarto, não queria ouvir minha mãe perguntado o que houve, se nem esconder o choro eu estava conseguindo, fechei a porta com cuidado pra não fazer muito barulho e me joguei na cama, eu simplesmente apaguei. Acordei com o celular berrando no meu ouvido, ainda meio desacordada, peguei o celular e atendi, nem tinha visto quem era, nem sabia onde eu estava direito, mas eu havia dormido bastante sóbria, porém cansada e chorosa, então atendi e era a Clara minha amiga, que também estava na festa que eu fui na noite passada.

    __ Rafa, o que aconteceu ontem? Ninguém entendeu nada.

    Eu ainda estava um pouco sonolenta, sem entender muita coisa, mas sabia que era a Clara, a voz dela não me engana, nem com muito sono, eu só queria arranjar um meio de saber o que falar pra ela.

    __ Eu briguei com o Caio, ele terminou comigo, eu estou bem, meio perdida talvez, mas vou tomar um banho e acordar, eu te ligo depois, quando eu estiver acordada e mais calma.

    Achei que eu tinha sido um pouco seca, depois até me arrependi em ter dito tudo aquilo e nem ter pedido obrigada pela preocupação, mas eu também estava no auge da minha tristeza, o Caio... ele era como um alicerce.

    __ Ta, deixa que eu te ligo então... melhoras, Rafa.

    Levantei ainda borrada de rimel e com a roupa de ontem, o celular não queria tocar dizendo que era o Caio, neste momento eu me sentia perdida de tudo, mas sabia onde era o banheiro da minha casa, então pequei umas roupas de frio e fui tomar um banho quente, até que as lágrimas corriam pelo meu rosto que tinha um semblante terrivel, eu entendi que aquele momente, não era o momento do qual a gente deseja pra alguém.
    Abri a porta do banheiro e dei de cara com a minha mãe terminado de escovar os dentes. "Droga, agora ela iria me fazer duas mil perguntas, inclusive a hora que eu cheguei" pensei. Mas mamãe era minha amiga, só não queria que ela me enchesse de perguntas naquele momento, eu precisava refletir e fazer isto sozinha seria um tanto dificil. Ela olhou pra mim, terminou rapidamente de escovar os dentes e disse:

    __ Rafaela, minha filha. Não vi você chegar, o que aconteceu?
    __ Não cheguei tarde mãe, devia ser quase 1:00 da manhã ou um pouco mais, eu me desentendi com o Caio, nós brigamos, mas eu to... to... (neste momento eu gaguejava, o nó na garganta não se desfazia) bem, ou melhor, eu vou ficar.

    Tive que mentir o horario, mesmo detestando mentir pra minha mãe, mas era só pra evitar confusão, ela iria ficar irritadissima se soubesse que eu voltei sozinha e que as 3:00 da madrugada meus pés ainda estavam tocando a rua.

    Sempre que eu tento segurar meu choro, a minha boca treme, a minha voz muda, e o olho parece querer fechar, então ela sabe que eu estou péssima, e foi toda fofa, me abraçou e eu me pûs a chorar. Na minha  cabeça passavam-se milhões de coisas e uma delas era: Como serão meus dias sem ele? Eu nem me lembrava o que era ficar sem ele, eu estava a quase 3 anos namorando e isso me tornava alguém dependente deste amor, só não imaginava que era tanto. Aquele momento meloso entre eu e minha mãe ficava por ali, quando meu pai veio e interrompeu com aquela voz que espanta qualquer mosquito.

    __ O que está acontecendo aqui? Alguém chorando sem motivos?

    eu me recusei em responde-lo, já não tinha gogo o suficiente para mandar uma boa resposta pra aquele homem que eu consequentemente chamava de "pai", eu digo assim porque falta compreensão entre nós dois, mas pai, eu era obrigada a chamar. Rapidamente eu disse: "vou tomar banho, licença", minha mãe se tocou na hora e saiu puxando meu pai junto dela. O silêncio que ali ficava me aliviava de um stress que poderia ter sido maior. Enquanto a água caia, encostei minha cabeça na parede e desmoronei. Eu queria ter coragem o suficiente de ligar para ele, infelizmente era o que mas me faltava. Enrolei uns minutos no banho e liguei pra Clara.
    tum ... tum... tum...

    __ Rafaaaa.... (ela gritou com uma voz surpresa). O Caio acabou de me ligar.

    Isso não era o máximo, talvez... e o que ele tinha dito pra ela?

    (continua...)

    Texto: Layna Ramirez

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